Diretoria
PENSANDO 2009
Em um contexto mundial tão desafiador, onde a economia globalizada espalha imediatamente pelo mundo dos negócios os revezes de economias importantes - como no exemplo da crise americana, provocada pelo estouro da bolha especulativa no mercado imobiliário - é necessário pensar no amanhã com mais cautela. Rever metas, segurar o arrojo e incrementar soluções criativas é obrigação da boa gestão.
Essa foi a introdução do texto que escrevemos em início de outubro de 2008 para a Revista Rota 20, quando informávamos ao mercado que, face a expansão, com abertura de 14 lojas nas regiões da Serra e Oeste Catarinense, bem como por medidas redução de custos e ganhos de produtividade, estávamos centralizando nossas operações do Centro de Distribuição na cidade de Vera Cruz e terceirizando as atividades de operação do CD e a logística do transporte a Empresas parceiras com expertise no assunto, escolhidas com denodo e atenção.
Dizíamos então, que a medida já havia sido pensada tempos atrás por Téo Obino e fora retomada e concretizada agora pela diretoria, com o aval do Conselho e da Presidente Conselho Sra. Yone Obino, que entenderam a necessidade de preparar a OBINO para dias difíceis e incertezas do amanhã e sobretudo a necessidade de focar as ações da Empresa no seu objetivo e naquilo que sabe fazer bem que é comprar e vender, atendendo e realizando os sonhos e necessidades de seus clientes.
Na verdade em agosto, já estávamos com a meta de abertura de filiais do ano cumprida e havíamos ministrado, através da área de Gestão de Pessoas mais de sessenta mil horas de treinamento às nossas equipes de lojas desde janeiro, com o recorde de 44 horas por colaborador, superando as expectativas que era de 40 horas/homem. Tudo ia bem, inclusive as metas de venda haviam fechado até 30 de julho com superação.
O mercado, porém, começou a sinalizar forte crescimento de inadimplência no varejo, tendo sido necessário tomar medidas na política de crédito, com redução de prazos e maiores cuidados na concessão do mesmo, com vistas a proteger a Empresa.
á em setembro, surpreendida pelo aprofundamento da crise no mercado financeiro mundial, a Empresa passou a sentir os revezes da deterioração na oferta de crédito, o aumento do custo na captação do dinheiro, a queda na margem financeira nas operações de crédito e pressentiu os riscos de realização de prejuízo, pois o consumidor continuava com um comportamento cauteloso no comprometimento de sua renda. Novas medidas foram imediatamente incrementadas.
Buscou-se contratar consultoria na área econômico financeira para auxiliar a administração a analisar os números realizados e que se projetavam realizar nos três ultimo meses do ano. O objetivo também foi planejar medidas para 2009, dentro de uma realidade mais conservadora, com aumento de produtividade e rentabilidade, busca de um patamar de maior eficiência na gestão dos custos e despesas e maximização do comprometimento do quadro de pessoas com as medidas a serem adotadas.
Apesar disso, as metas de venda do ano de 2008 ficaram 8% abaixo do projetado, embora tenha havido um crescimento de 15.04% de faturamento em 2008 sobre 2007. Com todo esse cenário, houve comprometimento do resultado da ultima linha do balanço. Poderia ter sido pior, não fossem as medidas rapidamente tomadas. Entre elas, redução na meta de compras, eliminação de investimentos não prioritários, centralização do pagamento das despesas, fechamento de sete filiais cujos resultados não vinham sendo satisfatórios e cuja perspectiva de vir a sê-lo em curto prazo era remota, além da adequação de quadro de colaboradores, com acumulo de funções por alguns gestores.
O planejamento para 2009 previu cortes consideráveis no orçamento, com redução de custos fixos e analise detalhada de cada conta. Chamamos o projeto de volta às origens e com ele pretendemos enfrentar 2009 com os pés no chão.
Apesar de estarmos extremamente conservadores em termos de despesas e com o firme propósito de manter o equilíbrio financeiro da Empresa e o retorno do capital investido do acionista, estamos otimistas quanto ao crescimento das vendas para 2009. Estaremos empenhados em realizar boas negociações com nossos fornecedores e focados no mercado, não apenas buscando sustentar a participação existente, como visando aumentá-la dentro do possível e projetamos crescer em torno de 6% em termos de faturamento bruto. Apesar de esperarmos um quadrimestre muito difícil, acreditamos em melhoras para toda a economia a partir de maio/2009.
Não temos projeto de abrir lojas neste ano e nossos esforços e investimentos estarão concentrados no Projeto de Logística, no constante treinamento de nossas pessoas, especialmente nos pontos de venda e na tecnologia da informação, com abertura de nosso Site, para melhor relacionamento com nossos clientes e conclusão do Projeto INOVAR, que é o novo sistema de TI adquirido da Empresa RMS em 2008 e que estará sendo implementado já nos primeiros meses deste ano. Esse projeto está dentro do escopo de modernização da OBINO e visa uma informação mais ágil e confiável objetivando melhor atender nossos clientes, que são a razão de existir da Empresa e a quem queremos agradecer pela distinção de sua preferência em 2008, bem como desejar um bom ano pleno de realizações e que continuem a nos prestigiar com suas presenças em nossas lojas.
Dra. Vera Maria Wachter
Diretora superintendente e conselheira